Crise? Qual crise?

Crise? Qual crise?

A frase acima é título de um disco (sou da época do bolachão) do grupo Supertramp, na década de 70… século passado. Ela já questionava, então, que crise era aquela e como cada um se colocava e agia diante dela.

Tenho trabalhado nos últimos 20 anos junto a empreendedores de micro, pequenas e médias empresas, como consultor e como coach e, entendo eu, que esta experiência me habilita a fazer algumas ponderações sobre alguns fatores que os levam a resultados positivos ou negativos.

São fatores fundamentalmente ligados a crenças, atitudes e comportamentos. Importante ressaltar que não são exclusivos de empreendedores, mas sim características humanas.

Pois bem vamos a elas:

  1. Vaidade: meu pecado favorito

A frase final de Al Pacino no filme O Advogado do Diabo ilustra à perfeição algo que vejo com uma frequência assustadora. Faz parte do jogo dos negócios altos e baixos, marchas e contramarchas. São situações que, às vezes, demandam ações que são vistas como “retrocesso” pelo empreendedor e é aí que o pecado aparece. A pergunta velada que aparece é: o que vão pensar de mim? Ou a crença que vão pensar que estou quebrando.

Esta crença dispara uma série de ações que visam manter uma autoimagem construída que, muitas vezes, não se sustenta. Mais que isso impede de perceber possibilidades e oportunidades para uma reversão. A pergunta que faço é: se entendermos os negócios como um jogo, você está jogando para o time vencer ou para a torcida?

  1. O inferno são os outros #SQN

Governo, funcionários concorrentes e até mesmo os clientes são os responsáveis pela crise. Será? É inegável que todos estes são atores que participam e tem lá sua contribuição. E você? Qual sua fração de responsabilidade? Quando passamos a “terceirizar” a responsabilidade nos colocamos fora do problema e, se não participamos do problema jamais faremos parte da solução. Que tal parar de olhar para os outros e olhar mais para si? O que você pode fazer para sair da situação? Assuma sua responsabilidade: os funcionários foi você que selecionou e contratou, concorrência faz parte do jogo, procure mais entender as necessidades de seu cliente. Se não está disposto a assumir sua parte procure outra coisa a fazer que não ser empreendedor.

 

Leia também – Crise: preocupar-se ou ocupar-se?

 

  1. A torre de marfim

(Só) Eu sei como deve ser feito. As coisas devem ser feitas da minha maneira. Já se pegou falando ou pensando assim? Quem disse que isso é verdade? Já vi muito empreendedor se encastelar, e este é um caminho certo para a estagnação pois há um fechamento para novas ideias e possibilidades. Procure conversar mais com sua equipe ou mesmo pessoas fora de seu círculo tradicional. Por exemplo: que tal um café com seu gerente de conta ou instituição financeira que te atende? Não vá visita-lo apenas quando está precisando de recursos. Em geral são pessoas que, por estarem analisando diversas situações, podem dar uma visão diferente. Converse mais com seus clientes: sua empresa vive para atendê-los.

As situações acima não são as únicas que levam o empreendedor a se sentir angustiado e, em algumas vezes, se sentindo sem saída, porém entendo que são determinantes. Muito mais por serem questões que se desenvolvem a um nível quase inconsciente.

Traze-las a luz, entender que elas existem é o primeiro passo para colocar as coisas sob controle.

Deixe a vaidade de lado. Jogue para que o time vença, mesmo não “jogando bonito”.

Assuma sua parte de responsabilidade. Você é 100% responsável por seus resultados.

Entenda definitivamente: você não sabe tudo! Abra-se para novas alternativas.

Mude! Fazer o mesmo e imaginar que os resultados serão outros é sinal de insanidade.

Grande abraço, sucesso e fique bem.

Airton Guariza – Coach na Airton Guariza Coaching

 

 

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